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Lembremos Maria José Nogueira Pinto

por Francisco Teixeira, em 31.01.14


Com uma Chinatown em Lisboa ganhava o comércio de rua, ganhava o comércio chinês e ganhavam os lisboetas que passavam a ter uma passagem de ano, em Janeiro, num bairro lisboeta. 


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publicado às 19:32

Notas sobre a abertura do ano judicial

por Francisco Proença de Carvalho, em 31.01.14

Começou formalmente o ano judicial com a habitual cerimónia no Supremo Tribunal de Justiça.

Apesar da sua importância prática ser nula, não deixam de ser simbolicamente importantes estes encontros, para que possamos entender, pelo menos genericamente, quais são as principais tendências de pensamento dos diferentes protagonistas da Justiça.

 

O meu artigo no Diário Económico.

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publicado às 09:45

Pedro J. Ramirez

por Francisco Teixeira, em 30.01.14

Conheci-o uma vez. Nele sempre me impressionaram duas coisas: a mostruosidade boa com que marcou o jornalismo e a...roupa

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publicado às 21:40

Moçambique do 8 ao 80...

por Nuno Rosa Lopes, em 30.01.14

Decidi iniciar a minha intervenção neste blog, por aquilo que me torna “diferente” dentro deste grupo, viver em Moçambique.

Moçambique, vive anos de glória, mas com uma população dividida entre a pobreza e a riqueza, o que resulta numa instabilidade social e política.

O país da “auto-estima” no seu melhor dos últimos anos (período pós-guerra), vai sofrer ajuda externa para assistir deslocados de guerra, vergonha porque não passava já lá vão 21 anos. É necessário financiar projectos de reinserção social dos deslocados de guerra fugindo de con­frontos armados que se registam em várias regiões do país.

Por outro lado, assistimos a uma estabilidade económica, impar, que torna Moçambique, “na Moda”. Com uma economia a crescer em media, 7,5% ao ano, nos últimos 10 anos.

Um país onde o salário mínimo nacional é o equivalente a 70€ (e que atinge grande parte da população trabalhadora), acolhe neste momento expatriados de todo o mundo, com salários “milionários”, que trabalham nas maiores multinacionais, como Anadarko, ENI, Vale, entre outras (como o Grupo ETE).

É habitual ouvir dizer que Moçambique não tem nada, tem necessidade de importar quase tudo. Mas atualmente Moçambique tem muito! Tem aquilo que os países mais consumistas têm carência, Gás Natural, Carvão, Madeira, Energia hidroelétrica, etc. Há uma explosão emergente de Recursos Naturais em Moçambique.

Mas com estes recursos todos, porque se continua a ter que importar tudo? “Afenal…(1)”

Pois é, a descoberta destes recursos foi fácil, o aparecimento dos primeiros “abutres” (empresas extractoras) também, o arranque destes Mega-Projectos vai correndo, mas findo isto surge uma questão! Porque se exporta todo o carvão, para fazer materiais siderúrgicos, se temos de importar o aço (produto acabado)?

O enriquecimento de um país, de uma cultura, não se constrói por picos de crescimento, súbitos e anormais. Projectar um crescimento sustentável, não é vender tudo aquilo que temos, e realizar dinheiro hoje. É agarrar a oportunidade de explorar ao máximo aquilo que temos, para tentar vender amanhã, o mais acabado possível. Assim se enriquece um país, uma população, uma civilização.

As civilizações ricas não se fizeram em 10 anos, mas por isso, também não caem em 10 anos!

(1)    Expressão gíria, tipicamente Moçambicana.

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publicado às 21:23

Multam tudo. Que tal cócós não limpos?

por Francisco Teixeira, em 30.01.14

“Uma das grandes queixas das pessoas tem a ver com o cocó dos cães, e essa situação só tem uma solução que é as pessoas que passeiam os cãezinhos apanharem o cocó dos cãezinhos. Esta é a solução. Tudo o resto são remendos”.

 

 

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publicado às 21:16

A eficiência Singaporeana...

por Francisca F. de Almeida, em 30.01.14

Mais uma vez parece que Singapura teve um incidente onde mostra o quanto o dinheiro pode por vezes mudar as pessoas. Num país com cerca de 17% milionários parece que é inevitável...
À menos de uma semana o britânico Anton Casey resolver fazer posts muito pouco inteligentes no seu facebook... Este "senhor" publicou uma foto do seu filho (que tem em conjunto com uma ex miss Singapura) onde este aparece no metro com o seu passe na mão conjuntamente com o seguinte texto "Daddy where is your car & who are all these poor people?"... Como um tiro no pé como este não parece ser suficiente o segundo post foi o seguinte... Uma foto do seu filho novamente com o seu Porsche a dizer "Ahhhhhhhhh reunited with my baby. Normal service can resume, once I have washed the stench of public transport off me...!"

Resultado? Ameaças de morte à sua família, uma revolta enorme por parte de toda a comunidade local e estrangeira, comentários do ministro dos negócios estrangeiros etc...

Resultado final? Despedido e reencaminhado para Perth! (e tudo em 5 dias, desde o post até ter desaparecido do país! Tal e qual como em Portugal... NOT!)

É pena que pessoas como estas dêem mau nome aos Ang Mo (aka caucasianos) que lutam para serem aceites nessa sociedade multicultural... Não queremos ser vistos como aqueles que vêm invadir o país para roubar trabalho, destruir e desrespeitar a cultura e tradição... Queremos sim que as pessoas não generalizem e entendam que muitos de nós, estrangeiros, estamos cá simplesmente como uma experiência de vida e/ou trabalho e que queremos vive-la e aceita-la como um todo nesta nova etapa.

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publicado às 16:22

Problemas importantes de Portugal (I)

por Nuno Carmo Vaz, em 30.01.14

Cheguei hoje a Lisboa, vindo de Luanda, e no Táxi para casa percebi rapidamente que o "Assunto" do momento é a Praxe. Que inclusive hoje o Ministro Crato recebia representantes do Ensino Superior, não para discutir a autonomia financeiras destas instituições ou os cortes de fundos na investigação, mas sim para discutir a Praxe. Percebi entretanto, que como é habitual, Portugal tem uma multidão de especialistas sobre a Praxe, sobre quais as suas origens, sobre quais as suas consequências, sobre quais os impactos económico-sociais que terá no nosso País, caso não se faça nada sobre mais este "retrocesso civilizacional" (a minha expressão favorita em 2013). Já começamos a ver o surgimento de iniciativas que tentarão "decretar" o fim das praxes-violentas-humilhantes-que-terminam-em-pessoas-afogadas-no-meco, e claro as exigências de que o Estado venha intervir neste assunto. A resolução deste como de tantos outros "problemas" deve ser deixado à responsabilidade individual de cada um e parece-me que já existem instancias para resolver situações que nada têm a ver com praxes (Polícia, Tribunais,etc.). Passemos por favor ao próximo problema 

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publicado às 13:47

A primeira vez...

por Nuno Carmo Vaz, em 30.01.14

Depois de quase 10 anos como leitor de blogues, tenho de confessar alguma ansiedade no primeiro post. Começo por agradecer o convite do Francisco Proença de Carvalho que é da opinião que poderia ter um contributo para o Todo e aos restantes por me receberem nesta interessante agremiação.

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publicado às 13:27

Eleições europeias à esquerda

por Francisco Teixeira, em 30.01.14

"...o PCP está preparado para inflingir no Bloco o golpe que anseia há pelo menos dez anos; o Bloco está a lutar contra dissidências sucessivas, contra o PCP e quer ver se agrada à ala esquerda do PS; o PS, por sua vez, quer entrar pelo eleitorado do PSD e pela esquerda ao mesmo tempo; Rui Tavares quer os descontentes do Bloco e do PS; o movimento 3D quer que a malta se junte, de preferência de mãos dadas e rume a um destino melhor; ah, já me esquecia, Mário Soares só quer que o Governo caia e que Cavaco caia com ele. E Marinho Pinto toca harpa numa colina enquanto assiste a isto tudo"

À direita o cenário não é tão excitante, mas não será menos preocupante. Depois queixem-se da abstenção. 

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publicado às 11:13

Inimigo Público

por Francisco Teixeira, em 29.01.14

Marcelo Rebelo de Sousa prepara um "rolezinho" para o congresso do PSD até que Passos Coelho mude de ideias e exija como candidato presidencial "um catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político".

 

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publicado às 23:10

De ficar com pele de galinha

por Francisco Teixeira, em 29.01.14

"Esta cerimónia tem uma densidade carismática"

Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, abertura do ano judicial

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publicado às 17:49

 

Senior was a London architect who walked every day, in the morning, to his studio, and in the evening, back home. He was a walking enthusiast, to the point that, one day, he decided to walk to India. And so he did. Walking was a necessary practice for him to organize thoughts, develop projects, prepare and digest the day. Much more than a physical activity, walking was a thinking practice.

I moved to London in the beginning of 2009. The world was living the recently started crisis. The effects in the city were felt in several levels and in the people’s daily behaviours. Restaurants were almost empty; Saturday afternoon/evening programmes with friends would include picnics and barbecues in the park, home parties, much more than going out to pubs, bars or discos; Timeout multiplied its suggestions about what to do in London for little money; restaurants were offering the credit crunch lunch; and, a curious change, people started to walk more.

A friend who lived in Finsbury Park and worked in Soho started to go to work by foot, taking about an hour, and gaining time of thinking. Suddenly, walking had become a critical practice, by default.

I walked several times the distance from my home to the university, crossing Primrose Hill, Regents Park, Portland Place (where the RIBA and the Portuguese consulate are located), Fitrozia, Tottenham Court Road and arriving to the University College London. In these moments the encounter with other people takes place: the direct observation of what is going on around us and the possibility of interaction.

Walking, going by foot becomes strolling, creating encounters, potentiating the perception of the surrounding world. At the same time, the constant activity of walking and observing, allows us to free the thoughts from the routine, taking them for a stroll.  The words passeio in Portuguese, Spaziergang in German, stroll in English, promenade in French, passeggiatta in Italian denote a choice and not a need. ‘I’m going for a stroll’ is a ludic activity, connected to a certain hedonism, mostly urban, because when this activity takes place in another context (rural, landscape) it gets other names (like in German wandern). 

To walk, to stroll, was also the way to experience the pitoresque garden. The notion of time was very important in this concept. The proximity to nature was seen as a critical practice with political implications. ( As the French geometric garden is associated with absolutism, the pitoresque garden of English genesis is associated with liberalism.) Walking through the gardens would be beneficial, because, as Hill writes, in that time, nature was connected to moral virtue.

In the 19th century, Thoreau would perform walks, ignoring property borders, and these walks were connected to the ideas he was developing.

In the 20th century the concept of flâneur from Benjamin (influenced by the poetry of Baudelaire)  was adapted from the behaviour of the French society of the 19th century and gave a ludic sense to the walk. Flânerie means to walk without a target, like a person who chooses to get lost in a city in order to discover it. Criticising this term as typical of the bourgeois without a better occupation, the Situationists adapted the concept to dérive. This was, among other things, a critique to consumerism and to the society of spectacle. And so psycho-geography was born, associating emotional states to places.

De Certeau talks to us about the practice of everyday life and the role of walking. Rendell describes us critical walks where fiction and reality are mixed, inspired by the uncanny from Freud.

Shklovsky writes that walking is easier when another event is happening in parallel like walking while ‘talking up a storm’. Choosing the title for this post I created the expression ‘walk upon a storm’ using storm in a metaphoric sense, meaning a walk which defies adversities.

After we have travelled through some situations of walking, metamorphosed into strolling, ‘flâneuring’, ‘dériveing’ we are ready to analyse Portuguese cities to the light of this practice.

When I was studying in Coimbra, my daily trajectory crossed the Botanical Garden. When I came back from university it was already closed, but in the morning it was like a daily present: a space open to fantasy, the passing of time, the different seasons, different rythms... My passage through this scenery was different every time, every time altered by the stroll in itself, making me receptive to observe the environment around me and to reflect upon it.

The climate in Portugal is moderate (at least outdoors). We gather the ideal conditions to be a perfect country for walking. We always have the excuse of topography for cycling but this is not valid for walking.

In the crisis that we are currently going through, couldn’t walking be one of the critical practices we are looking for? More than saving some euros in petrol and saving the environment to emmisions, to gain a space of thinking? This space allows us to encounter others, understand what is going on around us, why did that shop close, why did the other open, today the shoe shiner is in a good mood, the flower-shop has made a promotion and so on. It means time to absorb the world and to experience micro-territories, complete the stroll. I believe this practice can change our cities.[1] It is similar to what Mendes da Rocha refers as the political dimension of the city: a city favourable to the creation of encounters. And it is in these encounters that we become more citizens. I guess I reached my conclusion: to walk potentiates citizenship.

And the rain? Let us walk... even if upon a storm!

 

 

 

 

P.S. Tomorrow, how about you walk to work? To the ones who accept this challenge I invite you to share your experience here, small episodes, circumstances’ observations, fortuitous encounters, everything that is relevant for the stroll...

 



[1] Let us do it, question mark. Lisbon could start and, together with the local commerce, create incentive programmes to who would walk. It could be through apps that would record the trajectories and that after x kilometres the happy winner would win a coffee in the next coffee shop, there will be plenty of ideas. The equipment enthusiasts would look for the right walking equipment, walking shoes. So our shoe industry could make interesting design proposals and create campaigns where all could win.

 

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publicado às 13:43

Nuno Carmo Vaz

por Francisco Teixeira, em 29.01.14
Pai orgulhoso de um lindo casal, a contribuir para o saldo da remessas de emigrantes desde 2007 quando rumei a Luanda. Engenheiro Industrial de formação, com um complemento de gestão (o vulgo MBA), Consultor durante vários anos, hoje a trabalhar numa empresa do Demo (mais conhecido como Banco). Leitor atento da Blogosfera desde os seus primórdios. Completamente principiante como participante. Vamos a isso…

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publicado às 13:22

Gōngxǐfācái

por Francisca F. de Almeida, em 29.01.14

O ano novo Chinês é celebrado nesta sexta-feira, 31 de Janeiro, marcando o início do Ano do Cavalo no Zodíaco Chinês.

De acordo com o tradicional calendário lunar Chinês o primeiro dia do ano lunar Chinês pode calhar entre o final de Janeiro e o meio de Fevereiro. É o feriado mais importante do ano onde os mais novos visitam os mais velhos oferecendo laranjas em sinal de respeito. Em troca os “não-casados” recebem os chamados “red packets”, pequenos envelopes temáticos, respondentes ao ano em questão, onde dinheiro é garantido.

 

É pena que não sou chinesa, não me importava nada de andar a distribuir laranjas!

 

PS: Gōngxǐfācái é regra geral usado na altura no ano novo Chinês como desejo de prosperidade para ti e para a tua família neste novo ano.

 Iluminações em Chinatown em Singapura

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publicado às 04:23

Panteão do contribuinte

por Francisco Proença de Carvalho, em 29.01.14
Depois da receita fiscal de 2013, qualquer contribuinte tem direito a ir para o Panteão.

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publicado às 00:38

Sonho de adolescência: um Papa Stone

por Francisco Teixeira, em 29.01.14

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publicado às 00:32

Ciência do Tráfego Pedestre

por Inês Dantas, em 28.01.14


A propósito do meu post anterior, a Wired, esta semana, diz-nos que existe uma ciência no tráfego pedestre que nos pode ajudar a desenhar melhores cidades. Aqui segue o artigo com análises do Space Syntax: link

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publicado às 14:27

Ele tem o dom da ubiquidade

por Francisco Teixeira, em 28.01.14

Marcelo diz que não vai ao congresso do PSD. Ele até pode estar na Madeira. Mas lá que estará em Lisboa estará. O fim-de-semana todo. Todinho. 

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publicado às 11:22

A minha praxe

por Francisca F. de Almeida, em 28.01.14
Como um amigo meu escrevia no facebook “Fui muito praxado. Praxei muito.”… Pois tenho de confessar que o mesmo se aplica a mim. Mal cheguei a faculdade a praxe tornou-se uma grande parte dos meus dias nas primeiras semanas. Sim andei a rastejar no relvado do C8 da FCUL, andei com um penico na cabeça e andei de pijama no metro. Mas tenho a dizer que nunca me senti humilhada nem que tenham passado os limites da dignidade. Tudo fazia parte duma nova experiência, nova etapa da vida que estava a viver com o meu novo grupo de amigos, pessoas com quem viria a passar grande parte dos meus dias nos próximos 3 a 5 anos. Confesso também que todo este processo foi importante em toda a integração na vida universitária e união com todos aqueles que como eu até saíram de casa e começaram a aventura fora do conforto do lar. Todos os que me praxaram ajudaram tanto na parte académica como pessoal. Daí que para mim a praxe foi e será sempre uma grande parte da experiência universitária. Obviamente que tudo pode mudar entre departamentos, faculdades e cidades… mas nunca ninguém é obrigado a fazer o que não quer..É pena que as pessoas tenham sempre de arranjar um bode expiatório e que a praxe o seja muitas vezes…

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publicado às 02:43

Contratação de 2014

por Francisco Teixeira, em 27.01.14

Irina vai para Barcelona. [apenas uma desculpa para colocar esta cara gira no blog de forma a termos um post com o tag 'Elas']

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publicado às 23:43

A volatilidade do online

por João Mergulhão, em 27.01.14

A “Presidenta” Dilma Rousseff passou a noite de Sábado em Lisboa.  Foi uma escala técnica, sem agenda oficial, entre Davos e Havana.

O restaurante Eleven, reconhecido com uma estrela Michelin, publicou uma foto da sua ilustre convidada, a segunda mulher mais poderosa do mundo. Mas likes, shares e comments são muito voláteis: o que deveria ser uma excelente oportunidade para promover a imagem do restaurante, gerou uma onda de comentários negativos para o estabelecimento.  A mesma fotografia é agora usada em vários sites brasileiros onde se questionam os gastos e acusando a presidente Dilma de ter deixado o hotel pela porta dos fundos.

 

Parece-me que os brasileiros preferem rir-se com esta porta dos fundos.

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publicado às 19:49

É da praxe

por Francisco Teixeira, em 27.01.14

Com 13 anos de experiência no cargo e 24 matrículas o Dux de Coimbra comentou hoje as praxes da Lusófona.

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publicado às 18:48

Números que falam

por Francisco Teixeira, em 27.01.14

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publicado às 13:14

A triste exploração da desgraça

por Francisco Proença de Carvalho, em 27.01.14

Começo a minha existência neste blog por dizer que me repudia o tratamento público da tragédia ocorrida no Meco. Acho abominável (vício de advogado, talvez) a forma como se especula sobre uma desgraça destas, como se culpabiliza nas entrelinhas (e sem provas) o sobrevivente, como se dá 5 minutos de fama a testemunhas que depois de ter acontecido obviamente já sabiam que ia acontecer, como se encontra numa colher de pau gigante o bode expiatório para uma tragédia. É típico da sociedade moderna a ideia de que tem que haver sempre um responsável. E, se não existir, tem que se inventar, porque essa coisa da culpa morrer solteira está démodé, não alimenta o prosecutor que há dentro de cada um de nós, não vende jornais. Como se a vida não fosse pródiga em azares, estupidezes, más opções, riscos absurdos e tragédias para as quais não há uma explicação racional.

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publicado às 13:08

Lisboa na CNN

por Francisco Teixeira, em 27.01.14

Eles ainda só descobriram 7....

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publicado às 12:50

Caminhar tempestade acima

por Inês Dantas, em 27.01.14

Atravessando o Regents Canal, Londres  24.10.2013

Senior foi um arquitecto londrino que caminhava todos os dias, de manhã, até ao atelier e, à noite, de volta até casa. Era um verdadeiro entusiasta da caminhada, ao ponto de um dia decidir ir a pé até à Índia. E foi. Andar a pé era para ele uma prática necessária para organizar pensamentos, desenvolver projectos, preparar e digerir o dia. Muito mais do que a actividade física era uma prática de pensamento.

Mudei-me para Londres no início de 2009. Vivia-se a recentemente estalada crise. Os efeitos faziam-se sentir a vários níveis na cidade e no comportamento diário das pessoas. Os restaurantes estavam quase vazios; programas de sábado à tarde/noite com os amigos incluíam piqueniques e churrascos no parque, festas em casa, muito mais do que saídas até pubs, bares e discotecas; a Timeout multiplicava-se com sugestões do que fazer em Londres por pouco dinheiro; os restaurantes ofereciam o credit crunch lunch; e, uma mudança curiosa, as pessoas começaram a andar mais a pé.

Um amigo que vivia em Finsbury Park e trabalhava no Soho começou a fazer este percurso diariamente a pé, cerca de uma hora, ganhando tempo de pensamento. De um momento para o outro, caminhar tinha-se tornado uma prática crítica, por defeito.

Fiz várias vezes o percurso casa – universidade a pé, atravessando Primrose Hill, Regents Park, Portland Place (onde fica o RIBA e pelo consulado português), Fitzrovia, Tottenham Court Road e chegando à University College London. Nestes momentos, o encontro com outras pessoas acontece: a observação directa do que se passa em volta e a possibilidade de interacção.  Caminhar, andar a pé torna-se passear, criar encontros, potenciar a percepção do mundo em redor. Ao mesmo tempo, a actividade constante do caminhar e observar permite libertar os pensamentos da rotina, levando-os a dar um passeio. As palavras passeio em português, Spaziergang em alemão, stroll em inglês, promenade em francês, passeggiatta em italiano denotam não uma necessidade mas sim uma escolha. ‘Vou dar um passeio’ é uma actividade lúdica, ligada a um certo hedonismo, na maioria dos casos urbano, pois quando esta actividade é num outro contexto (rural, paisagístico) tem outros nomes (tal como em alemão wandern). 

Caminhar, passear era também a forma de experienciar o jardim pitoresco. A noção de tempo era muito importante neste conceito. A proximidade com a natureza era vista como uma prática crítica com implicações políticas. (Tal como o jardim geométrico francês está associado ao absolutismo, o jardim pitoresco de raiz inglesa está associado ao liberalismo.) Caminhar pelos jardins traria benefícios, pois como refere Hill, naquele tempo, natureza estava ligada à virtude moral.

No século XIX Thoreau fazia caminhadas ignorando fronteiras de propriedade, ligando-se estas caminhadas as suas ideias em desenvolvimento.

No século XX o conceito de flâneur de Benjamin (influenciado pela poesia de Baudelaire)  foi adaptado do comportamento da sociedade francesa do século XIX e dá um sentido lúdico ao passeio. ‘Flanar’ adaptado em português significa caminhar sem rumo, tal como uma pessoa escolhe perder-se numa cidade para a ir descobrindo. Criticando este termo como típico do burguês sem melhor ocupação, os Situacionistas adaptaram o conceito para dérive. Esta era, entre outras coisas, uma crítica ao consumismo e à sociedade do espetáculo. Assim nascia a psico-geografia associando estados emocionais a lugares.

De Certeau fala-nos da prática do dia-a-dia e do papel do caminhar. Rendell descreve-nos passeios criticos onde ficção e realidade se misturam, inspirados pelo unheimlich de Freud.

Shklovsky escreve que caminhar se torna mais fácil quando se esta distraído, quando um evento qualquer acontece em paralelo, como por exemplo caminhar quando se está entusiasmado no contexto de uma discussão (‘talking up a storm’). Ao escolher o título para este post criei a expressao ‘caminhar tempestade acima’ usando tempestade em sentido metafórico, significando um caminhar que afronta adversidades.

Depois de termos então viajado por algumas situações do caminhar metamorfoseado em passear, ‘flanar’, ‘derivar’ estamos aptos a analisar as cidades portuguesas à luz desta prática.

Quando estudava em Coimbra o meu percurso diário atravessava o Jardim Botânico. No regresso já estava fechado, mas à ida era como um presente, todos os dias de manhã: um espaço aberto à fantasia, a passagem do tempo, as diferentes estações do ano, os diferentes ritmos... A minha passagem por este cenário era de cada vez diferente, de cada vez alterada pelo passeio em si, colocando-me apta a observar o ambiente em meu redor e a reflectir sobre ele.

O clima em Portugal é ameno (pelo menos fora das casas). Reunimos as condições ideais para sermos um país perfeito para andar a pé. Temos sempre a desculpa da topografia para justificar não andar de bicicleta, mas essa desculpa já não se aplica ao acto de caminhar.

Nos tempos de crise que vivemos, não poderá o caminhar ser uma das práticas críticas que andamos à procura? Mais do que poupar uns euros em gasolina e poupar o ambiente a emissões, podermos, ao mesmo tempo, ganhar um espaço de pensamento? Este espaço permite encontrar outros, entender o que se passa à nossa volta, porque fechou aquela loja, porque abriu a outra, hoje o engraxador está bem disposto, a florista fez uma promoção, e por aí fora. Dar tempo para absorver o mundo e experienciar micro-territórios, completar o passeio. Acredito que esta prática possa mudar as cidades.[1] É semelhante ao que Mendes da Rocha refere como a dimensão política da cidade: uma cidade favorável à criação de encontros. E é nestes encontros que nos tornamos mais cidadãos. Então acho que cheguei à minha conclusão: caminhar potencia a cidadania.

E a chuva? Que se caminhe... mesmo que seja tempestade acima!

 

 

 

P.S. Amanhã, que tal ir a pé até ao trabalho? A quem aceitar o desafio, convido a partilhar aqui a experiência, pequenos episódios, observações de circunstância, encontros fortuitos, tudo o que seja relevante para o passeio...



[1] Vamos a isto, ponto de interrogação. Lisboa podia começar e criar programas de incentivos, juntamente com o comércio local, a quem andasse a pé. Fosse através de apps que gravam os roteiros e depois de x quilómetros o feliz contemplado ganharia uma bica no próximo café; ideias não faltarão.  Os entusiastas do equipamento procurariam como primeiro passo o equipamento certo para andar a pé, sapatos de caminhada. Pois então que a nossa indústria de calçado faça propostas de design interessante e crie campanhas onde todos podem ganhar.

 

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publicado às 10:04

Mais

por Francisco Teixeira, em 27.01.14
Arrancamos sete, em quatro continentes. À meia noite e dezasseis em Lisboa (Francisco Proença de Carvalho, Francisco Teixeira, Filipe Safont) e em Londres (Inês Dantas), já arranca o dia de trabalho em Singapura (Francisca Ferreira de Almeida) onde são oito e dezasseis da manhã. Duas e dezasseis da madrugada em Maputo (Nuno Lopes), ainda fim de dia, dez e dezasseis da noite em São Paulo (João Mergulhão). O Mais nasceu: global, poliglota, multicultural, com o ADN da geração - O Mundo é o nosso bairro. Hoje somos oito com o reforço de peso: Nuno Carmo Vaz (Luanda). 

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publicado às 00:16

Nuno Lopes

por Francisco Teixeira, em 23.01.14

Tanto está de fato de macaco a bordo de um navio, como de gravata numa reunião com a Administração. Vive em Moçambique há dois anos mas foi em Portugal que estudou Gestão de Empresas, com Mestrado em Gestão Portuária. Pai babado, benfiquista, vive focado no mar: da vela ao kite surf, passando pelo mergulho e pela filha, a Maria...do Mar. Começou na banca, no Santander em Lisboa, mas é em Maputo, na Navique e Terminal de Cabotagem de Maputo, que passou os últimos anos pelo Grupo ETE. 

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publicado às 20:04

Filipe Safont

por Francisco Teixeira, em 23.01.14

Pai com 5 meses de experiência. Gestor especializado em e-commerce e curioso sobre tecnologia em geral. Licenciado em Comunicação Empresarial e Master em Direcção de Comunicação Corporativa. Ex-emigrante em Barcelona recentemente regressado a Sintra. Principiante na blogosfera e em escrita não-telegráfica.

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publicado às 19:20

Francisca Ferreira de Almeida

por Francisco Teixeira, em 23.01.14

Licenciada e mestre em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A caminho de ser doutorada em Imunologia pela Faculdade de Medicina da UL, mas a fazer o trabalho de bancada no outro lado do mundo no Singapore Immunology Network. Açoriana de gema, apaixonada pelo mar e sempre pronta para uma nova aventura.

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publicado às 10:56

João Mergulhão

por Francisco Teixeira, em 21.01.14

Economista de formação, com Mestrado em Gestão de Empresas e Doutoramento em Finanças pela Universidade Nova de Lisboa. Leccionou em Londres (Queen Mary, University of London) e no Brasil, onde é actualmente professor e investigador da Fundação Getulio Vargas, em São Paulo.

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publicado às 17:10

Francisco Teixeira

por Francisco Teixeira, em 21.01.14

Estudou comunicação e ciência política em Portugal, Estados Unidos e Espanha. Foi jornalista durante 10 anos na Renascença, O Independente e Diário Económico. Passou pela AICEP e agora é consultor. Pai de duas crianças, sportinguista com orgulho, e liberal convicto em...quase tudo. Menos nos costumes. Escreveu nos blogs Insubmisso e União de Facto. 

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publicado às 17:10

Francisco Proença de Carvalho

por Francisco Teixeira, em 21.01.14

Licenciado em Direito pela Universidade Católica e com uma pós-graduação em Direito e Gestão de Empresas pela Universidade Nova. É advogado de profissão e baterista nas horas vagas. Viveu nos Estados Unidos da América. Facto que influenciou, decisivamente, a sua maneira de ver a política, a economia, o mundo. Escreveu nos blogs Sinédrio, Atlântico, 31 da Armada e União de Facto e é cronista no Diário Económico. Não menos importante: é Benfiquista.

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publicado às 17:09

Inês Dantas

por Francisco Teixeira, em 15.01.14

Arquiteta, divide-se entre a prática profissional, a investigação e o ensino universitário. É co-fundadora, no ano de 2006, do atelier *WUDA (Munique-Londres). Doutoranda na Bartlett School of Architecture – UCL, em Londres; tem lecionado em diversas instituições tais como Universidade de InnsbruckUniversidade de BrightonPolitécnico de Milão, Architectural Association Visiting School de Singapura. Ambientalista, ciclista urbana, viajante incansável de cidades, paisagens e cultura.

 

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publicado às 16:58


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