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Moçambique do 8 ao 80...

por Nuno Rosa Lopes, em 30.01.14

Decidi iniciar a minha intervenção neste blog, por aquilo que me torna “diferente” dentro deste grupo, viver em Moçambique.

Moçambique, vive anos de glória, mas com uma população dividida entre a pobreza e a riqueza, o que resulta numa instabilidade social e política.

O país da “auto-estima” no seu melhor dos últimos anos (período pós-guerra), vai sofrer ajuda externa para assistir deslocados de guerra, vergonha porque não passava já lá vão 21 anos. É necessário financiar projectos de reinserção social dos deslocados de guerra fugindo de con­frontos armados que se registam em várias regiões do país.

Por outro lado, assistimos a uma estabilidade económica, impar, que torna Moçambique, “na Moda”. Com uma economia a crescer em media, 7,5% ao ano, nos últimos 10 anos.

Um país onde o salário mínimo nacional é o equivalente a 70€ (e que atinge grande parte da população trabalhadora), acolhe neste momento expatriados de todo o mundo, com salários “milionários”, que trabalham nas maiores multinacionais, como Anadarko, ENI, Vale, entre outras (como o Grupo ETE).

É habitual ouvir dizer que Moçambique não tem nada, tem necessidade de importar quase tudo. Mas atualmente Moçambique tem muito! Tem aquilo que os países mais consumistas têm carência, Gás Natural, Carvão, Madeira, Energia hidroelétrica, etc. Há uma explosão emergente de Recursos Naturais em Moçambique.

Mas com estes recursos todos, porque se continua a ter que importar tudo? “Afenal…(1)”

Pois é, a descoberta destes recursos foi fácil, o aparecimento dos primeiros “abutres” (empresas extractoras) também, o arranque destes Mega-Projectos vai correndo, mas findo isto surge uma questão! Porque se exporta todo o carvão, para fazer materiais siderúrgicos, se temos de importar o aço (produto acabado)?

O enriquecimento de um país, de uma cultura, não se constrói por picos de crescimento, súbitos e anormais. Projectar um crescimento sustentável, não é vender tudo aquilo que temos, e realizar dinheiro hoje. É agarrar a oportunidade de explorar ao máximo aquilo que temos, para tentar vender amanhã, o mais acabado possível. Assim se enriquece um país, uma população, uma civilização.

As civilizações ricas não se fizeram em 10 anos, mas por isso, também não caem em 10 anos!

(1)    Expressão gíria, tipicamente Moçambicana.

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publicado às 21:23


1 comentário

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De Renato Mate a 31.01.2014 às 10:56

No oficio da verdade é proibido ter "papas na língua", bem haja ao autor deste post!

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