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Sentir o pulso à cidade

por Inês Dantas, em 03.02.14

Dresden Frauenkirche ©FW

Não é fácil sentir o pulso a uma cidade. Muitas apresentam-se com uma fachada representativa que pouco tem a ver com a vida real que se desenrola por detrás. Dresden é uma delas. A sua fachada barroca reconstruída reveste-se de monumentalidade. O Zwinger, excelente momento de ‘Gesamtkunstwerk’, a Semper Opera, a Hofkirche,… Uma outra monumentalidade vive-se na Pragerstr., com os edificios de raíz modernista num paraiso artificial do consumo. No entanto, atravessando a ponte sente-se uma outra Dresden, a Neustadt, sítio da chamada ‘szene’. Aqui os quarteirões tinham ligações no interior para permitir atravessamentos e vive-se uma atmosfera que me faz lembrar Viena.  Nem parece a Dresden destruída pelas bombas de fósforo na Segunda Guerra Mundial.  Do outro lado, a Frauenkirche reconstruída mantém as pedras negras originais que relembram o passado doloroso… Este faz-se igualmente sentir nos constantes vazios da cidade. A guerra destrói, vidas, cidades, territórios que carregam memórias. Depois da destruição trágica fica a questão de o que fazer, ou reconstruir, ou planear de novo, como recomeçar,… Cada caso é um caso e tem que ser visto com muita sensibilidade, de forma a não criar por um lado Disneylands ou Las Vegas da memória ou, por outro lado, fazer tabula rasa completa e ignorar histórias e narrativas. Não valem generalizações e não há formulas pré -estabelecidas…

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publicado às 09:38



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